Nos últimos anos todos estão percebendo uma mudança na cidade de Santos, onde eu moro. Dezenas de edifícios luxuosos estão sendo construídos, os comerciantes e prestadores de serviços tem aumentado os preços dos seus ítens e serviços, e aos poucos a cidade está tornando-se ‘muito cara para se viver’.
Eu ouço os mais diversos comentários, mas entre eles os mais frequentes são de que isso é um absurdo, afinal “onde já se viu apartamentos que ultrapassam os R$ 4 milhões”, “não sei pra que tanto luxo com tanta gente passando fome”, “isso é um pecado, deus vai castigar todos eles”, “a natureza ainda há de devastar toda a cidade de Santos para que todos aprendam que nada disso tem valor”. Mas o que estes pensamentos significam de fato?
Todos choramos ao nascer, será emoção por estarmos ganhando mais uma chance? Ou tristeza por saber o que nos espera?
No decorrer de nossa vida, brincamos, acertamos, erramos, amamos, choramos, rimos, esperamos, não esperamos e nos surpreendemos e nos surpreendemos por não esperar.
Essa semana o assunto mais comentado na internet foi o logotipo da Copa do Mundo de 2014 que será aqui no Brasil. O logo apresentado pela FIFA é uma figura, no mínimo, medíocre diante da proporção do evento esportivo que ela representa. Muitos internautas ficaram desolados, indignados e alguns chegaram a extrapolar num impulso de nervoso tentando demonstrar seu inconformismo com aquela imagem que, simplesmente, tem a função de representar o Brasil diante do mundo.
Pois é, não precisa ser um profissional de Designer para notar a carência de técnicas na confecção daquela imagem, que eu honestamente não gosto de chamar de logotipo. Essa, com certeza, não é a primeira imagem nomeada como logotipo que envergonhou alguém. Muitas existiram e muitas ainda existirão enquanto a profissão do Designer Gráfico não for devidamente reconhecida com uma lei que reze sua diretriz ao profissional com diploma de tecnólogo. Afinal de contas pra que existem faculdades de Designer Gráfico se qualquer pessoa sem competência alguma pode criar identidades visuais pelo país a fora?
Por muitas vezes me pego horrorizada pensando na inversa de valores que há sobre o tema ‘agressão doméstica contra a mulher’. Por muitos anos as mulheres vêm lutando por seus direitos, entre eles o de não serem agredidas física nem psicologicamente pelos seus maridos. A minha opinião sobre esse tema está formada desde que eu era uma menina, pois tenho a sorte de vim do seio de uma família de mulheres feministas que não tem medo de absolutamente nada. Minha avó e minha mãe me ensinaram, desde sempre, a peitar o mundo com coragem, ainda que este ‘mundo’ fosse um homem fisicamente muito mais forte.
Partindo daí vem minha posição em não me conformar com a inércia de algumas mulheres diante da agressão que sofrem de seus companheiros, sejam eles namorados, noivos, maridos ou amantes. O pior dado que pude constatar é que conheço cerca de 4 (quatro) mulheres que se submetem a este tipo de situação e nada fazem. Pra mim, uma pessoa conhecer quatro mulheres que apanham e ficam quietas é um número vergonhosamente grande.