Todos choramos ao nascer, será emoção por estarmos ganhando mais uma chance? Ou tristeza por saber o que nos espera?
No decorrer de nossa vida, brincamos, acertamos, erramos, amamos, choramos, rimos, esperamos, não esperamos e nos surpreendemos e nos surpreendemos por não esperar.
Odiamos nossos pais pelas suas broncas e proibições, até que ganhamos nossos filhos e fazemos com que eles nos odeiem também.
Por vezes sentimos que uma determinada pessoa é aquela com que estaremos o resto dos nossos dias, mas isso dura até que outro alguém cruze nosso caminho e então voltamos a ter a mesma certeza. “Agora é pra sempre.” Mas o pra sempre nunca chega.
Confiamos nossos mais profundos segredos para supostos amigos que não merecem confiança, amamos quem não merece amor, comemos o que nos faz mal, gastamos mais dinheiro do que temos, e repetimos estes mesmos erros inumeras vezes. Há quem morra sem aprender.
Sonhamos com coisas impossíveis de conseguirmos, porém o mais impossível é viver sem jamais sonhar. Por vezes juramos viver com os pés no chão, mas essa jura se quebra quando passa a primeira nuvem, e lá estamos nós novamente flutuando sobre ela carregando nossos sonhos.
Loucura acharmos que podemos viver livres disso.
Loucura é tentar findar a própria vida cansados de aguentar os nossos dias.
Loucura achar que somos fortes o suficiente para aguentar sozinhos.
Loucura aguardar que a pessoa que parece ter nascido pra nós, sinta o mesmo.
Loucura achar que a felicidade está logo ali, quando ela na verdade está em pedacinhos espalhada por vários lugares, em vários momentos, em várias pessoas.
Essa nossa vida é realmente muito louca.
