Todos choramos ao nascer, será emoção por estarmos ganhando mais uma chance? Ou tristeza por saber o que nos espera?
No decorrer de nossa vida, brincamos, acertamos, erramos, amamos, choramos, rimos, esperamos, não esperamos e nos surpreendemos e nos surpreendemos por não esperar.
O ser humano sem sombra de dúvidas é o animal mais complicado da natureza, ás vezes me pergunto se é realmente o mais sábio, em virtude de tantos absurdos que envolvem seu comportamento e a convivência entre os seres desta mesma espécie. No reino dos animais “irracionais” eles matam apenas para que possam se alimentar ou para se defender, só se envolvem com seres do sexo oposto a fim de procriar. Às vezes ate há algum envolvimento devido a um sentimento de cumplicidade que, quando não correspondido é facilmente transferido para outro. Porém, espalhadas pelo mundo milhares de animais “racionais” complicam coisas que aparentemente, mostram-se absurdamente simples como, por exemplo, seus sentimentos.
Ultimamente tenho convivido com pessoas que padecem por um “sentimento” de platonismo incoerente e infundado. Pessoas bonitas, jovens, inteligentes, que teimam em viver em função de alguém que visivelmente não corresponde seus sentimentos. Agora a pergunta que não quer calar: Porque você ama uma pessoa que não te retribui a mínima atenção? Porque amar um ser que não tem qualidades que possam te fazer feliz? A troco de que viver em função de um relacionamento que, só é real na sua imaginação? Nenhuma destas perguntas tem resposta.
Se há uma coisa que faz com que minha alma se sinta em paz, são os livros. Sim, aqueles objetos feitos de celulose e tinta, capazes de nos levar para mundos que nunca imaginamos existir.
Lembro que meu primeiro contato com um livro foi por volta dos 3 ou 4 anos de idade, não tenho certeza. Só sei que eu ainda não sabia ler, e como aprendi a ler e escrever aos 5 anos fiz este cálculo baseada em probabilidades. Minha avó lia muitos livros espíritas como os de Chico Xavier, na verdade ela lia muitos livros de autores brasileiros. Alguns ela lia pra mim como os de Monteiro Lobato, mas muitos outros ela lia em silêncio e eu ficava fingindo que estava brincando, mas na verdade eu estava olhando ela ler, seu rosto fazia expressões que eu não sabia identificar. Às vezes ela ria às vezes ela chorava às vezes ela parava de ler e com o livro ainda nas mãos, ficava olhando para o nada com os olhos perdidos em um lugar que com certeza não era aquele. Sempre fui curiosa, e sempre quis descobrir o que ela lia. A única maneira seria aprendendo a ler, daí o motivo de minha leitura precoce.